Museu do Amanhã é um dos símbolos mais marcantes do turismo cultural no Rio de Janeiro — tanto pelo conteúdo que provoca reflexão sobre o futuro quanto pela arquitetura icônica na Praça Mauá.
Museu do Amanhã fica na Zona Portuária (Porto Maravilha) e funciona como um ponto-chave de roteiro cultural para quem quer combinar exposições em Rio de Janeiro com um passeio ao ar livre pelo Boulevard Olímpico.
- Status: Aberto de quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h) e fechado às quartas.
- Tempo médio de visita: 2 a 3 horas (varia conforme o interesse e o ritmo).
- Preço base: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia-entrada).
- Nota dos visitantes: ⭐⭐⭐⭐⭐ 4,7/5 (com ~102 mil avaliações em dados agregados de avaliações do Google).
Sobre o Museu do Amanhã
Museu do Amanhã é um museu de ciências voltado a explorar possibilidades de futuro por meio de ambientes audiovisuais, instalações interativas e experiências imersivas. A proposta não é “ver objetos antigos”, e sim participar de uma jornada que conecta planeta, humanidade, tecnologia e convivência.
Museu do Amanhã também vale a visita pela “joia da coroa” que muita gente sente antes mesmo de entrar: o edifício — uma obra assinada por Santiago Calatrava, com soluções de sustentabilidade e uma presença monumental à beira da Baía de Guanabara.
História e Arquitetura Museu do Amanhã
Museu do Amanhã foi inaugurado em 2015 na região do Píer Mauá, consolidando a Praça Mauá como polo cultural e turístico do Rio.
Museu do Amanhã tem arquitetura moderna e “viva”: o projeto de Calatrava foi pensado com abordagem ambiental, aproveitando recursos naturais do entorno. O museu usa, por exemplo, água da Baía de Guanabara para ajudar a reduzir a temperatura interna e explora ventilação natural; além disso, o telhado tem grandes “abas” que se abrem e fecham conforme o sol e servem de base para placas fotovoltaicas.
Acervo do Museu do Amanhã
Museu do Amanhã não funciona como uma pinacoteca tradicional; seu “acervo” se expressa em experiências, instalações e narrativas. A seguir, os destaques permanentes e estruturais da visita.
Carne da Terra
A exposição Carne da Terra propõe uma experiência sensorial e imersiva que integra arte, corpo, natureza e tecnologia em uma “arena viva” de interação. Por meio de pinturas de grande escala, esculturas táteis, sons e recursos de realidade aumentada e inteligência artificial, a mostra convida o público a ativar múltiplos sentidos e a participar ativamente da obra.
Inspirada na ideia da biosfera como a “pele” do planeta, a exposição dissolve fronteiras entre o vivo e o não-vivo, natureza e humanidade, articulando tecnosfera e noosfera para refletir sobre tempo, conhecimento e existência como totalidades integradas.
Resultado de mais de uma década de pesquisa de Maria Antonia sobre os limites da pintura e da imagem, Carne da Terra dialoga com a história da arte, a ciência e a cultura contemporânea, propondo questionamentos críticos sobre como habitamos o mundo, nos relacionamos com a Terra e imaginamos os futuros possíveis.

Claudia Andujar e seu Universo
A exposição apresenta Claudia Andujar como uma referência internacional de humanismo e engajamento ético, cuja trajetória fotográfica alia arte, escuta e militância em defesa de populações historicamente vulnerabilizadas, especialmente os povos indígenas no Brasil. Marcada pela experiência do exílio e da violência do Holocausto, Andujar encontrou na fotografia um instrumento de abertura ao mundo e de enfrentamento da violência estrutural, priorizando valores de compaixão, aliança e defesa da vida antes da estética.
Sua obra articula sustentabilidade, ciência e espiritualidade ao denunciar o genocídio indígena, o garimpo ilegal e a destruição ambiental, ao dialogar com a antropologia e ao respeitar profundamente os sistemas simbólicos e espirituais dos povos originários. Em constante reinvenção, sua fotografia permanece como uma linguagem viva, que une criação artística, conhecimento científico e mobilização política em favor da dignidade humana e da preservação da Terra.

Tromba D’Água
A exposição Tromba d’Água como uma reflexão poética, política e sensorial sobre a potência da água, inspirada na filosofia de Empédocles e na compreensão da água como força vital, comunicante e ambígua, capaz de sustentar e de destruir a vida. A mostra, realizada pelo Instituto Artistas Latinas no Museu do Amanhã, reúne obras de catorze artistas latino-americanas que exploram a relação entre água, espiritualidade, ancestralidade, feminilidade e coletividade, utilizando o fenômeno da tromba d’água como metáfora de transformação e ruptura.
Inserida no contexto das mudanças climáticas e da justiça climática, a exposição denuncia os impactos desiguais das catástrofes ambientais sobre populações vulnerabilizadas, especialmente na América Latina, e propõe um chamado à escuta da natureza, à responsabilidade política e à construção de relações mais sensíveis, equitativas e sustentáveis entre humanidade e ambiente.
Experiência Lumisphere
The Lumisphere Experience é uma instalação gratuita e imersiva concebida como um espaço de conexão, criatividade e imaginação coletiva, formada por três cúpulas interligadas inspiradas em Buckminster Fuller. Com o uso de inteligência artificial, projeções em 360°, som imersivo e narrativas interativas, a experiência convida o público a refletir e sonhar, sem limites, sobre futuros ecológicos possíveis e soluções inovadoras para desafios globais urgentes.
Integrante da programação do Museu do Amanhã durante a COP30 e a cerimônia do Prêmio Earthshot em 2025, a instalação marca o início de uma turnê global de cinco anos e reforça o papel do Brasil no debate internacional sobre clima, esperança, resiliência e transformação ambiental, ao mesmo tempo em que orienta o público sobre cuidados relacionados à segurança sensorial.
O que ver no Museu do Amanhã
Museu do Amanhã é daqueles lugares em que “o que ver” não é só sala por sala, mas os momentos que mais impactam diferentes perfis de visitante.
Do Cosmos a Nós (Exposição principal)
A Exposição Principal do Museu do Amanhã propõe uma narrativa multimídia e imersiva organizada em cinco grandes áreas — Cosmos, Terra, Onde Estamos?, Amanhãs e Nós — que conduzem o visitante por perguntas fundamentais sobre a origem, a existência, o presente e o futuro da humanidade.
Concebida com base em uma proposta curatorial de Luiz Alberto Oliveira, a exposição reúne mais de 40 experiências interativas e sensoriais que articulam ciência, arte e tecnologia para refletir sobre o universo, a vida na Terra, o impacto das ações humanas no planeta, as grandes tendências globais e a responsabilidade individual e coletiva na construção do amanhã.
Ao longo do percurso, o visitante é convidado a compreender a interconexão entre natureza, sociedade e escolhas humanas, reforçando a ideia de que o futuro começa no presente, a partir das decisões que tomamos hoje.

Amanhã 10 Anos
O Museu do Amanhã completa dez anos em 2025 consolidado como um importante espaço de ciência, sustentabilidade, arte e inovação no Rio de Janeiro, com forte impacto urbano, cultural e internacional. Desde sua inauguração em 2015, como iniciativa da Prefeitura do Rio e sob gestão do IDG, tornou-se referência global em pensamento orientado para o futuro, por meio de ações como a iniciativa FORMS.
Com cerca de um milhão de visitantes por ano, o museu vai além das exposições ao promover educação, pesquisa, inovação e residências artísticas, além de sediar a primeira Cátedra Unesco em um museu, dedicada à Alfabetização em Futuros. Sua atuação integra-se ao território da Baía de Guanabara e reafirma, ao longo de uma década, o compromisso com a sustentabilidade, a diversidade e a excelência na gestão museal.

Oceano
A exposição a metáfora do arquipélago e do oceano, inspirada em Édouard Glissant, para refletir sobre interdependência, diversidade e unidade, em oposição à lógica isolacionista e homogeneizadora da modernidade. Ao agir como “ilhas”, a humanidade se distancia dessa interconexão e aprofunda um estado de policrise ambiental, social e existencial, cujo “naufrágio” pode gerar transformações e novos modos de ser.
O oceano é apresentado como origem da vida e como uma inteligência viva, dotada de memória, atenção e antecipação, com a qual os seres humanos mantêm uma relação profunda, embora negligenciada. A exposição propõe, por meio dos eixos memória, atenção e antecipação, um diálogo sensível entre a inteligência humana e a oceânica, combinando ciência, arte e saberes ancestrais para restaurar a intimidade, o respeito e a responsabilidade da humanidade em relação ao oceano e aos futuros possíveis.
Água Pantanal Fogo
A exposição apresenta o Pantanal como o maior sistema de planície inundável do mundo e um bioma de relevância global, hoje gravemente ameaçado pelas mudanças climáticas e pela ação humana. Historicamente regulado pelo equilíbrio entre cheias e secas, o Pantanal enfrenta, desde 2020, incêndios criminosos recorrentes, secas extremas e a perda acelerada de água e biodiversidade, resultado do desmatamento, do uso insustentável dos recursos naturais e do aquecimento global. A exposição Água, Pantanal, Fogo articula ciência, arte e fotografia documental — especialmente por meio do trabalho de Lalo de Almeida e Luciano Candisani — para denunciar o ecocídio em curso, sensibilizar o público e convocar à ação.
Ao evidenciar o contraste entre a exuberância da vida e a violência da destruição, a mostra se afirma como um manifesto que busca gerar consciência, indignação e esperança ativa diante da urgência de proteger o Pantanal e enfrentar a crise climática antes de pontos de não-retorno irreversíveis.
📸 Fotos do Museu do Amanhã



Experiência e Acessibilidade Museu do Amanhã
Museu do Amanhã agrada públicos bem diferentes: famílias com crianças, estudantes, turistas solo, casais e grupos que querem um programa inteligente no Centro do Rio. É uma escolha certeira para quem busca exposições em Rio de Janeiro com perfil interativo, e também aparece fácil em listas de melhores museus do Brasil.
Museu do Amanhã tem acessibilidade como premissa e lista recursos importantes, como: pisos e maquetes táteis, rampas, cadeira de rodas (quantidade limitada), elevadores, fraldários, banheiros adaptados, sinalização universal e acessibilidade em Libras nas atividades (inclusive aos fins de semana).
Comodidades no Museu do Amanhã
Museu do Amanhã oferece facilidades que ajudam a transformar a visita em um passeio mais confortável — especialmente para quem está montando um roteiro cultural no Centro.
Café, loja e restaurante: a estrutura do museu inclui loja, café e restaurante, além de auditório e áreas educativas/pesquisa.
Wi-Fi gratuito: há internet livre para visitantes (rede “Museu do Amanhã”).
Bicicletário: o museu incentiva transporte alternativo e dispõe de bicicletários nos jardins externos (120 vagas).
Observação: O site oficial indicam que loja e café podem passar por atualizações (“em breve”), então vale confirmar no dia da visita caso isso seja essencial para você.
Integração Escolar Museu do Amanhã
Museu do Amanhã tem um programa educacional robusto e voltado a conectar escola e debate público: a área de Educação tem capacidade para receber 40 mil pessoas por ano e propõe visitas mediadas e ações educativas que dialogam com a exposição principal, a arquitetura, a história da Zona Portuária e a Baía de Guanabara.
Museu do Amanhã também oferece visitas mediadas com foco educativo, com duração de até 2 horas, para grupos (presenciais) e opções online — com horários específicos para agendamento.
🎫 Ingresso do Museu do Amanhã
Museu do Amanhã trabalha com ingresso agendado por dia e hora, e a recomendação prática é comprar online com antecedência para evitar filas e garantir o horário ideal.
Preços e gratuidade
Inteira: R$ 40
Meia-entrada: R$ 20
Gratuidade
• Acompanhante de pessoas com deficiência
• Vizinhos do Amanhã
• Idosos a partir de 60 anos
• Pessoas com idade até 5 anos
• Professores da rede pública de ensino
• Estudantes da rede pública de ensino fundamental e médio
• Funcionários de museus ou associados do ICOM com selo da anuidade
• Grupos em Vulnerabilidade Social (entre em contato [email protected])
• Funcionários B3, Engie, Fundação Roberto Marinho, IBM, Santander e Shell
• Guias de turismo
• Amigos MASP
* é necessário apresentar documentação comprovativa
Meia-entrada
• Amigos Pinacoteca
• Clientes Santander (pagamento com o cartão Santander, válido somente para o titular do cartão)
• Estudantes de escolas particulares
• Estudantes universitários
• Funcionários da rede de ensino público e privado no Estado do Rio de Janeiro (Lei Nº 8775 DE 24/03/2020)
• Moradores ou naturais da cidade do Rio de Janeiro
• Pessoas com deficiência
• Pessoas de 6 a 21 anos
• Portadores da carteira de Identidade Jovem
• Professores da rede privada de ensino
• Servidores públicos do município do Rio de Janeiro
Ingresso promocional: “R$ 10 todo dia 10” (regra e condições descritas pelo museu).
Os valores dos ingressos mencionados podem sofrer alterações sem aviso prévio. Para informações atualizadas, consulte sempre os canais oficiais do museu.
🚗 Como chegar no Museu do Amanhã
Chegar ao Museu do Amanhã a partir do Centro do Rio de Janeiro é muito simples, dada a proximidade. Como o Centro é uma área ampla, aqui estão as melhores opções considerando o ponto central da região:
A pé (Aproximadamente 13 min)
Se você já estiver na região da Avenida Rio Branco ou perto da Candelária, a caminhada é curta (cerca de 900 metros) e agradável, passando pelo Boulevard Olímpico.
Percurso: Siga pela Avenida Rio Branco em direção à Praça Mauá.
Vantagem: É a forma mais direta e você já aproveita o visual da Orla Conde.
VLT / Transporte Público (Aproximadamente 17 min)
O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é uma das formas mais modernas e confortáveis de chegar.
Linha: Utilize a Linha 1 (Azul) e desça na estação Parada dos Museus, que fica bem em frente ao museu.
De Carro / Aplicativo (Aproximadamente 13 min)
Embora a distância seja curta, o trajeto de carro pode levar o mesmo tempo que uma caminhada devido ao trânsito e às vias de mão única do Centro.
Distância: Cerca de 4,3 km via Av. Pres. Vargas.
Atenção: O estacionamento na região da Praça Mauá pode ser limitado e caro.
🅿️ Estacionamentos no Museu do Amanhã
Museu do Amanhã não possui estacionamento próprio, então a solução é usar garagens privadas na região da Praça Mauá/Porto Maravilha.
Estapar Estacionamentos – Av. Rio Branco, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20090-003
Car Care Estacionamentos – Av. Rio Branco, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20520-202
GarageInn Estacionamentos – R. Acre, 15 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20081-000
📍 Endereço do Museu do Amanhã
Endereço completo: Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP 20081-240
🕒 Horário de Funcionamento do Museu do Amanhã
Museu do Amanhã funciona em um modelo simples e fácil de planejar:
Quinta a terça: 10h às 18h (última entrada 17h)
Fechado às quartas
☎️ Contato do Museu do Amanhã
Museu do Amanhã centraliza o atendimento por e-mail e também tem telefone divulgado em canal institucional da Prefeitura.
Telefone de contato: (21) 3812-1800
Email de contato: [email protected]
Dicas para Sua Visita
» Museu do Amanhã fica ainda melhor quando você vai com algumas dicas práticas em mente:
» Leve um casaco leve: o ambiente interno pode ficar frio.
» Chegue no horário agendado: o ingresso vale para dia e hora e há janela de entrada.
» Fotos liberadas (quase tudo): é permitido fotografar, exceto no Cosmos; sem flash e sem bastão de selfie.
» Vá de VLT quando puder: a Parada dos Museus é muito prática.
» Wi-Fi no local: rede “Museu do Amanhã” para visitantes.
» Crianças: menores de 12 anos devem estar com responsáveis.
» Animais: na parte interna, apenas cães-guia e animais de suporte emocional (com o tutor).
» Roteiro rápido (1h30–2h): foque na exposição principal e deixe a área externa para o final. (O ideal é ter 2–3h no total.)
❓ Perguntas Frequentes (FAQ)
Museu do Amanhã é um museu de quê?
É um museu de ciências voltado a refletir sobre futuros possíveis com experiências audiovisuais e interativas.
Museu do Amanhã precisa comprar ingresso com antecedência?
É altamente recomendado: o ingresso é agendado por dia e hora, o que ajuda a evitar filas e garante o horário desejado.
Museu do Amanhã funciona quais dias?
Funciona de quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada 17h) e fecha às quartas.
Museu do Amanhã tem acessibilidade?
Sim. Há rampas, elevadores, banheiros adaptados, pisos e maquetes táteis, cadeira de rodas (limitada) e Libras em atividades, entre outros recursos.
Museu do Amanhã pode tirar fotos nas exposições?
Sim, com exceção do Cosmos. Também não é permitido usar flash e bastão de selfie.
Museu do Amanhã tem estacionamento?
Não há estacionamento próprio, mas existem garagens privadas na região — a mais próxima indicada fica no edifício RB1.
